Há algumas décadas havia muito mais moscas na cidade. Que sempre foram detestadas.
Havia tanta mosca que até para "motivar" quem fazia tiro ao alvo o centro do alvo era uma mosca. Destruir a mosca desenhada já dava um certo prazer...
Deste período ficou apenas o "você acertou na mosca!".
Que para quem nunca tenha tentado acertar um tiro no centro de um alvo não quer dizer nada.
Moscas ficam ainda mais desagradáveis quando ficam à vontade num ambiente.Mosqueiro é a qualificação para restaurantes onde as moscas abundam, para desespero dos fregueses.
O pios ataque das moscas sofri na cidade de Serrinha na Bahia, quando parei um jipe com capota de lona para almoçar. No mosqueiro perfeito tive que defender meu prato com guardanapos, e movimentos frenéticos com as mãos , o prato com a comida do almoço do maior enxame com que me deparei na vida.
Se bobeasse elas acabavam com o prato antes que eu desse 10 garfadas...
Todo mundo odeia moscas. E o redator desta nota que é um ex-combatente na guerra contra elas odeia ainda mais.
Odeia, não. Surgiu uma dúvida na minha consciência:
Pensei no Papa Francisco e no Francisco de Assis original com aquela história de chamar os bichos de irmão "nome do bicho" e pensei nas moscas.
Bicho chato, transmissor de doenças (que também são a oportunidade de vida de outros bichos menores...) justificando a dedetização nas ruas - suspensa há algum tempo - causa maior do desparecimento das moscas em nossas casas nas cidades.
Sumiram as moscas, como sumiram os pardais e rolinhas, nos deixando apenas os pombos cada vez mais folgados.
Mas, as moscas sumidas sempre me intrigaram: na evolução das espécies pergunto para que serviriam as moscas?
Encontrei apenas uma função para elas quando fiz o curso de cavalaria no CPOR.
No tempo em que a cavalaria tinha cavalos todo o estrume recolhido das baias era levado num carrinho de mão para um local chamado estrumeira.
A estrumeira era uma construção parecida com um grande igloo com uma abertura na parte de cima a que chegavam os carrinhos de mão repletos de estume para serem descarregados ao abrir-se uma portinha .
O fedor do estrume em fermentação subia como uma "guerra química" aos narizes dos alunos de nível superior que puderam guardar esta experiência por toda a vida.
Junto com aquele fedor estavam milhões de moscas que ali demonstravam a sua satisfação em interagir com aquela massa imunda.
A massa imunda na verdade estava sendo transformada pela fermentação e pelos bilhões de bactérias em estrume de primeira qualidade para fertilizar as plantas.
E o estrume era vendido para o público em geral ávido pelo seus poderes de gerar plantas bonitas, sem que o plantador tivesse de acompanhar a sua "fabricação" com o apoio dedicado das moscas.
Francisco de Assis, diante de uma informação como esta, não hesitaria em chamar o inseto nojento, mas tão útil aos plantadores sde irmãs moscas.
Alguns povos orientais, como os japoneses , cultuam a natureza como um todo, embora não hesitem em promover matanças de golfinhos que tingem de sangue algumas baías na época certa.
Mas, em momento algum os cultuadores na natureza disseram que iriam viver de vento. Os japoneses e todos os demais povos da terra comem animais, cortam plantas e suas sementes e os comem para poder viver.
E todos participam deste banquete de outras formas de vida desde que as primeiras formas de vida se formaram.
Para existir vida muita vida tem de ser sacrificada em benefício da espécie mais esperta.
E na terra toda - o único corpo celeste que conhecemos onde existe vida temos cada vez mais evidências de que todos dependemos de todos. Tudo para viver.precisa interagir com outras espécies que dependem de outras espécies numa sucessão infinita e instigante.
Quando vemos moscas voarem, ou moscar perceberem que vamos estraçalhá-las com um jornal e voatrm um milésimo segundo antes de nossa caçada temos de reconhecer que elas possuem qualidades que não temos.
Quando então fogem de nossas jornaladas e pousam nos tetos dos quartos derrogam as leis da gravidade e até andam de cabeça para baixo , sempre com os seus olhões tomando conta de cada movimento dos seus inimigos. Nos reduzem a soberba de humanos, reis da criação.
Em um documentário num canal sobre natureza assisti na semana passada como são fosforescentes os organismos que vivem nas profundidades do oceano na mais completa escuridão. Um bicho, diante das câmaras robôs , se mexe e ao se mover se ilumina. Outros bichos que estão por perto respondem à iluminação com seus brilhos próprios com sinais coloridos emitidos em função da linguagem transmitida pela fosforescência do primeiro bichinho.
Até que aquela expedição com câmara sensível ter chegado ali ninguém podia imaginar esta troca de referências fosforescentes entre aquelas espécies das profundezas do oceano..
Ao nos darmos conta desta reação registrada em HD é impossível não nos perguntsartmods se também nós e todas as outras especies não emitimos fosforescências que afinal de cotas são coisa tão simples que um bichinho enfiado num buraco quilômetros abaixo do nível do mar pode fazer sem maiores esforços?
Se prestarmos a atenção também emitimos as nossas fosforescências quando falamos ou ouvimos alguém.
Somente que estas fosforescências - graças à Deus - são invisíveis a nossos olhos nus.
Olho nu é uma das maravilhas da criação, mas descobrimos que a maior parte das coisas que poderiam ser percebidas por eles, ficam invisíveis.
Com os nossos olhos , ou com a evolução deles, poderíamos "ouvir" rádio, detectar gente negativa, ver à noite com a clareza da luz infravermelha, detectar tempestades solares , literamente ouvirmos estrelas bastando para isto voltarmos o nosso olhar para estes fenômenos.
Estarei ouvindo estrelas?
Pode ser impossível ouvir estrelas, mas cada vez mais vou ficar tentando, atento.
Pelo menos estou-se sentindo muito integrado à nossa bolinha azul enfiada neste Universo todo que afinal de contas também faz parte de nós.
Como nós fazemos parte dele,
Assim como a mosca em termos universais você e a Terra são exatamente a mesma coisa.
Dúvidas serão bem vindas...
O que resulta de tantas inverdades repetidas ao longo da história é o que vivemos no nosso dia-a-dia. Hoje não existem mais verdades incontestáveis. É preciso - para a nossa clareza filosófica - que não vivamos e até morramos em defesa de falsidades. Este é o espaço para você derrubar estas falsidades.
segunda-feira, 25 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Por que todos preferem uma mentira cômoda do que uma verdade que obrigue a pensar...
A história está cheia de inverdades que passaram a ser história exatamente pelo que está no título deste post.
Na maioria das vezes a mentira vira verdade por pura preguiça, ou falta de empenho, em desmentir o que alguém disse. Outras vezes o desmentido parece uma chatice.
- Quem reclama já perdeu.
É um dito cearense que define de outro modo que o bom cabrito não berra.
Mas, para tudo deve - ou deveria - haver um limite.
Por não haver este limite a história é muito mais estória do que o relato do que realmente aconteceu em alguma época. Próxima ou distante , e sempre será fonte de discordâncias, discussões, guerras,.mortes...
Aqui no Brasil há inverdades recentes que acabaram por ganhar o status de realidade:
* a renúncia do Jânio , devido às forças ocultas.
* a carta aos brasileiros escrita pela Lula assegurando que não ria mudar a política econômica do governo de Fernando Henrique como medida espontânea do candidato da oposição.
* o suicidio de Getúlio Vargas com um revolver 32 com um tiro no peito, em que bastaria o desvio da bala numa costela, para "obrigá-lo" a talvez matar-se com dois tiros...
* o desvio de dinheiro do Juscelino como prefeito, governador e presidente fazendo-o o maior beneficiário de seus períodos de governo
* o patrocínio pela CIA das marchas com Deus pelas famílias que bloquearam quaisquer ações em favor do governo do Jango antes de março de 64
Todos estes fatos não foram fatos históricos. Foram versões goebellianas difundidas e repetidas no Brasil na esperança de que uma mentira repetida milhares de vezes se torna numa nova e atraente verdade.
Faça com você mesmo, já que não há pessoa que lhe seja mais próxima, um teste simples.
Escreva 10 fatos revoltantes que você tenha em sua memória; valem fatos públicos e fatos particulares, e abrigado pelo mais absoluto anonimato, analise o que de fato ocorreu.
Consulte o Google nos fatos públicos. Julque quem falou o o quê e procure avaliar os interesses por trás de cada notícia destas.
Espero que você se sinta melhor depois de perdoar autenticamente gente que hoje estão no seu inferno particular...
sexta-feira, 8 de março de 2013
César não nasceu de uma cesariana, mas...
Tão simples, tão rápida, tão segura HOJE. Nos tempo de César era morte certa para a mãe, mas César teve sua mãe por muitos anos!
Retirar um feto vivo da barriga de uma grávida só era uma alternativa a ser considerada diante do risco da morte iminente da mãe, que iria perder o filho de qualquer maneira.A criança retirada do ventre da mãe sobrevivia na maioria das vezes , mas as mães em geral tinham uma septicemia e morriam. Não havia antibióticos e a higiene era pouco considerada.
Como ninguém comenta sobre as condições pós parto da mãe de César, o que interessou para o mundo... e para a Medicina - foi a "certeza" de César ter nascido por meio de uma cesariana.
Mas, Aurélia, mãe de César estava viva quando ele invadiu a Grã-Bretanha em 55 a.C portanto tendo um filho adulto. Muitos anos após o seu nascimento num parto normal.
Como nasceu a lenda?
Caesura , em latim significa corte. As crianças nascidas com o uso de algum corte no ventre da mãe eram denominados caesones.
O cirurgião romano Celsus descreveu a operação para salvar as crianças - com o sacrifício da mãe - no ano 30 d.C e é muito estranho não ter citado César, o grande imperador, como nascido de uma cesariana.
A Lei romana obrigava a abertura do ventre das mães que não conseguiam ter um parto normal. Era lei sobre os caesones.
Associar partos com incisão no ventre das mães com César era uma ideia muito boa para ser deixada de lado. Ter um parto como teria sido o de César era um consolo para mães ameaçadas de morrer e para as suas famílias.
Um suíço, Jacob Nufer, teria realizado um cesariana bem sucedida em 1500, mas as provas não são suficientes. Até o século 19 e início do século 20, com todos os avanços na Medicina - sem antibióticos e com riscos de infecção imensos- 75 % das mães morriam após as cesarianas.
Depois de resolvidos estes problemas as cesarianas tornaram-se quase a preferência nacional no Brasil. E uma dos charmes das cesáreas continua a ser justamente César ter nascido como um dos primeiros do mundo a ser retirado do ventre da mãe.
Mentira, mas uma mentira histórica bem bolada. Do ponto de vista humano. E melhor ainda como marketing da cirurgia que já é notável há quase 2 000 anos.
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