terça-feira, 9 de abril de 2013

Especular sobre a veracidade de notícias de 2000 anos entrou na moda. E é irresistível tocar neste tema.

Jesus Cristo foi e é o vulto da história que teve a maior influência sobre a humanidade.

A humanidade que viveu no período d.C de saída...

A sua vida e suas ações foram oficialmente relatadas e reconhecidas em 4 evangelhos aceitos por Constantino interessado em obter o apoio dos novos cristãos para fixar-se como imperador na cidade que passou a chamar-se Constantinópolis.

Todos os evangelhos, cujo número supera 80, foram escritos após a vida de Cristo na Terra.

E, como em todos os relatos de acontecimentos históricos são altamente contraditórios entre si.

Agora estão surgindo evidências que um "novo evangelho" neste caso de Judas Iscariotes, descoberto no século 19 e decifrado por especialistas nos mais destacados centros universitários dedicados ao estudo da religião trazem uma grande novidade:

Iscariotes traiu Jesus a pedido dele. E ao fazer isto tornou o seu nome sinônimo de traição. Um discípulo que por 30 dinheiros beijou Jesus identificando-o como o subversivo a ser julgado pelos romanos e judeus.

Não tenho ideia do que exista ainda a mais neste evangelho revolucionário escrito com a mesma tinta usada em documentos autênticos da época. E por isto mesmo aceito como verdadeiro.

O que não sabemos é se o que Judas relata é verdade.

Imaginemos que um fato - a Segunda Guerra Mundial - passasse à história a partir de quatro ou cinco relatos sobre tudo o que aconteceu entre 1939 e 1945.

Só que as fontes consultadas seriam quatro jornais e apenas quatro jornais.

Não há dúvidas para mim que as quatro histórias seriam conflitantes - como de fato são conflitantes quaisquer quatro relatos sobre 6 anos da história.

São 6 anos recentes que tiveram influência sobre o mundo inteiro tal como está hoje.

Jesus, ao assumir a sua condição humana em paralelo com a sua condição divina, se surgisse  hoje seria mais controverso que o foi há 2000 anos.

Não é de espantar que o acesso a novas pesquisas, a novas tecnologias, e a dedicação de novos pesquisadores tenham despertado tanto interesse sobre Jesus e seus tempos.

Todos estão descontruindo verdades milenares antes de - tal como Constantino - poderem estabelecer as novas verdades oficiais.

Não deverá haver uma nova verdade oficial, mas as novas verdades pesquisadas nestes tempos nos tornarão mais sábios.

Um comentário:

  1. Texto curto, mas que como todo texto sobre a religião e a fé nos obriga a pensar:
    Qualquer inverdade relacionada a Cristo é um milhão de vezes mais destruidora do que qualquer explosão.
    Se Cristo mente, ou mentiu, não há qualquer base sólida para que exista o Cristianismo.
    O Cristianismo existe, e é testado há 2 000 anos.
    Logo não há como negar a força de Cristo e relacionar esta força a tudo que aconteceu com pessoas e países durante estes 2000 anos.
    Mas, diante da documentação cada vez mais rica sobre o passado, não vai sobrar tempo, depoisde todo o tempo, para ler, entender e correlacionar os fatos com verdades cuja necessidade de comprovação está bem distante dos cristãos...

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